top of page

477 anos de Salvador: Com mais de cinco décadas de carreira, Bel Borba ajuda a contar a história da capital baiana por meio da arte

  • 29 de mar.
  • 2 min de leitura

Salvador tem muitos filhos ilustres, mas Bel Borba é um daqueles que contam como poucos a história da primeira capital do Brasil. Por meio da arte, o artista plástico faz da cidade seu principal cenário e matéria-prima, com obras que atravessam o cotidiano e ajudam a narrar a identidade de Salvador, que celebra 477 anos neste domingo (29).

 

“Me sinto um soteropolitano típico, um baiano clássico. Eu amo a minha cidade. Salvador tem uma geografia, uma anatomia que dá muito charme. É uma cidade debruçada sobre uma baía imensa, com uma riqueza cultural inesgotável, na música, na culinária, na miscigenação. Quando viajo, já saio pensando na volta”, contou ao BN Hall. Segundo ele, essa relação com a cidade não é apenas afetiva, mas também estruturante em sua trajetória. “Tenho muita sorte de, ao vir para este mundo, nascer em Salvador, na Bahia. É um privilégio ser soteropolitano, viver essa cidade e tudo o que ela representa”, completou.


 

Filho de uma família de advogados, Bel chegou a iniciar o curso de Direito, em um período em que a arte ainda não era vista como profissão consolidada. O caminho, no entanto, já estava desenhado desde cedo. Ainda criança, por volta dos oito anos, produziu sua primeira xilogravura, marcando o início de uma relação contínua com a criação.

 

Hoje, com cerca de cinco décadas de produção ininterrupta, construiu uma obra que se espalha por diferentes suportes e materiais, como madeira, aço, concreto e plástico. Foi nos mosaicos e nas esculturas, porém, que encontrou uma forma mais direta de dialogar com a cidade, levando a arte para fora dos espaços tradicionais. “Eu crio há 50 anos, então dá para marcar uma época. De certa forma, eu estou na corrente sanguínea do soteropolitano”, disse.

Comentários


bottom of page